Hoje eu venho dar uma dica de filme para as mamães. Há algum tempo atrás,  assisti um filme muito legal que me fez refletir bastante sobre o quanto esses momentos são maravilhosos e representativos na minha vida e sobre a vida da mãe moderna.
O filme é “Não sei como ela consegue”, com Sarah Jessica Parker – uma financeira bem sucedida, bem casada, com dois filhos pequenos e que vive dois momentos conflitantes entre o melhor momento de sua carreira e o exercício pleno de sua maternidade. Ela se desdobra para conseguir dar conta do recado.

O filme mexeu muito comigo na época e agora resolvi ver de novo e fazer uma indicação pra vocês. Eu me reconheci na personagem, em sua frases, nas listas intermináveis de coisas para fazer que ela fazia nas madrugadas, as preocupações em não perder nada da vida dos filhos, mas ao mesmo tempo em ser produtiva e competitiva no trabalho . É perfeitamente como eu vivo, as coisas que penso, meus conflitos de mulher dividida entre viver a maternidade exclusiva e uma vida profissional que me leve ao sucesso.

Também visitei minhas culpas, minhas conquistas, meus acertos, erros, as minhas cobranças, as cobranças dos outros… Muita gente julga uma mãe que trabalha fora como uma mãe que não consegue fazer tudo por sua família, que deixa seus filhos de lado, às vezes com o rótulo de não ser uma boa mãe. Eu bem sei que isso não acontece. A realidade é que nós nos desdobramos para que nada fique a desejar, para que tudo seja suprido, nem que isso nos custe poucas horas de sono e praticamente nenhuma hora livre.

Enfim, o filme resumiu a minha vida atualmente. Acredito que não só minha vida, mas a de praticamente todas as mães que trabalham fora e que tentam, como equilibristas incansáveis, não deixar nada despencar da “bandeja”.
Realmente não sei como conseguimos dar conta de tanta coisa. Mas o fato é que apesar de toda a luta, de dividir as madrugadas entre os emails do trabalho, checar os cadernos dos filhos, juntar brinquedos, listas de compras, bilhetes para a babá, incompreensão das pessoas, cansaço esgotante… só somos completas assim, só vejo sentido assim, só sou feliz por meio do desempenho desses múltiplos papéis. Até mesmo apesar das “mãestrengas” (o filme retrata alguns paralelos com um perfil de algumas mães que não trabalham fora, dizem viver 100% pelos filhos e para a família, mas são frustadas e invejosas da vida profissional das mães que trabalham e descontam seus conflitos em julgar mães que trabalham como péssimas mães).

Eu chorei no final, me senti motivada, feliz com meus conflitos de uma “malabarista”. O filme termina com ela priorizando o que tem de melhor na vida dela – sua família, sem abrir mão de ser uma boa profissional e do bom momento na carreira que ela está vivendo.

São essas escolhas que eu faço todos os dias. Eu não conheço nenhuma mãe que trabalha fora que não tenha sua família em primeiro lugar, a diferença é que a intensidade que as coisas acontecem é maior e a habilidade de gerenciar tudo ao mesmo tempo é o grande diferencial. Nem todo tempo é possível, a gente tem que admitir que não somos perfeitas, e não damos conta de tudo sempre. Esse é o segredo do sucesso.

Sinceramente não acredito que exista a mãe perfeita, nem a profissional perfeita, seja qual o foco que a gente dá na vida, sempre deixará alguma coisa a desejar, nem que seja para nós mesmas.
Refletindo sobre isso tudo, eu só tenho a agradecer a Deus por ter me tornado a mulher firme, arrojada e confiante que sou, agradeço a minha mãe que me deu um exemplo de mulher forte e determinada, que criou dois filhos muito bem, trabalhando muito e sendo bem sucedida em seus papéis. E agradecer principalmente ao meu marido, que está sempre ao meu lado, dividindo comigo a criação dos nossos filhos, somando na minha vida, me apoiando, me amando intensamente e me incentivando a ser cada vez mais feliz e  a realizar os meus sonhos.

Assim, finalizo com uma frase do filme que eu me identifiquei muito:

“Sem meu trabalho não sou eu mesma, mas sem minha família eu não sou nada.” Kate Reddy – vivida por Sarah Jessica Parker”

Fonte:  Blog da mãe moderna